13 março 2012

Conexão

Conexão que vicia
Envolve e se necessita,
Toma o lugar das surpresas
Perde-se de vista as sutilezas

Prende nos limites das redes,
Pode até reduzir as distâncias
No entanto, constrói paredes

Conexão que desconecta
Desconecta da realidade
Desconecta as pessoas
Não as aproxima de verdade
Mas quem se importa?
Virou moda a superficialidade.

09 março 2012

Passos na estrada



Sobre os trilhos dessa vida
Vou trilhando nessa estrada
Com olhos de coruja
Até que o sol sobrepuja

Luz de encanto que me envolve
Me alegra ao florescer
Faz da vida uma canção
Que ecoa ao entardecer

Nesses passos tão cansados
Há alguma ternura e saudade
Que além e apesar de tantos percalços
Não esconde a sensibilidade

E na melodia vou brincando
Vou em busca de encantos
Há mais de mim para doar
Há mais de mim para exalar

Quando um sinal de cansaço
Se despeja sobre os ombros
Uma força o suporta
E me faz seguir em Te encontrar

Nesse embalo vivo assim
Te encontrando mais e mais
Nessa vida sou feliz
Eu descanso em Tua paz.

07 março 2012

Dor


Essa ternura sem fim
Traz um canto sofredor
Anuncia.dor
E para não contemplar a dor
Canto um conto
Refugiador

05 março 2012

Somos Todos Iguais

Somos todos iguais
Matéria transitória
Abrigando uma alma
Fugaz
Capaz
Não é privilégio de ninguém
Somos todos iguais
E se há o que difere, minúcias são
Mas inventaram um velho lema
Não há paradoxo, velho mesmo
“Respeitar as diferenças”
Virou dizer
Virou clichê
Já ousaram fazer?

01 março 2012

Fim de tarde


Fim de tarde e seus mistérios

Me pus a sonhar

Debrucei-me na janela

Rua tão bela

E uma esperança a sussurrar

Do outro lado da tela

Se escondia o meu luarAlinhar à esquerda

Lua cheia que se foi

E calma se fez a maré

Pudera persistir em sonhar

Contudo falta-me fé.

Conto versos

Quando tudo parece tão além

E as idéias tornam-se vagas e intangíveis

Refugio-me no controverso

Recrio minhas verdades

Fujo da racionalidade

E conto versos.Alinhar ao centro

25 dezembro 2011

Como as folhas ao chão

Contemplo em um minuto
A terra e tudo que existe

Percebo que a vida é tão frágil

E que a maldade ainda persiste

Percebo que a gente se esquece de amar

E muitos se destroem em amargura

Porque correm atrás do vento

Se frustram e perdem a ternura

Percebo que as pessoas são tristes

Porque a vida as tem sufocado

E as levado para longe

Para longe de si mesmas

Percebo que não nos reconhecemos mais

E que o perceber se tornou bobagem

E no novo discurso

Se doar não vale a pena

O negócio é ganhar vantagem

E a vida vai passando

E nada se faz eterno

Porque o eterno já foi esquecido

Mas o tempo sempre nos ensina

E nos faz perceber

Que o agora define o pra sempre

E que a vida é tão frágil

Como as folhas ao chão